sábado, 1 de agosto de 2009

V. já imaginou o Brasil sem o Sarney?

O Sarney é o próprio bagulho autoritário. Quem não conheceu a ditadura basta tirar a roupa do Sarney e ver a dita mole. Coonestou o regime de exceção, como uma espécie comum de bate-pau civil dos generais golpistas de 64. O que o Sarney continuou fazendo na democracia, seus chefes militares cometeram durante um quarto de século.Se você é um daqueles que têm saudade de 64, junte-se ao Lula e respeite a biografia do Sarney. Ou mude-se para o Amapá e vote para ele voltar. Ou consiga um precatório, ou ganhe um cartório, ou entre na máfia do velório. Procura-se um político douradense que não deva uma vela pro Sizuo, um senador brasileiro que não deva uma passagem ao Agaziel, um deputado que não esteja tuitando, um juiz que não seja excelência. Era tão solenemente submisso à justiça que quando a juiza adentrava à sala de audiência, ficava de pé e batia continência. E se não o fizesse a insolente magistrada dava-se um tremendo pitaco. É tudo uma questão de acatamento à magnificência do direito. Da próxima vez quero nascer precatório do Canguru pra poder furar a fila, netinha do Sarney para ser nomeado provador de leite na mamadeira do Senado, suplente do Nelsinho para ganhar meio mandato de senador, vírus da gripe suína pra viver em liberdade, presidente Lugo para reconhecer paternidades. Não sou o B. de Paula mas dou minhas cacetadas. Não sou o Barbosires mas faço minhas rimas, não sou o Londres Machado mas às vezes estou por cima, já não tenho mais idade, mas às vezes rola um clima. De olho na popularidade do Obama. Cada americano que morre na guerra é um ponto a menos no seu ibope. Deus salve a América!

Paraguai, ainda que tarde!

O presidente Lula foi duramente criticado, chegando mesmo a ser ameaçado por crime de responsabilidade, pelo acordo em reajustar o preço da energia que o Brasil compra do Paraguai da binacional Itaipu. Antes de mais nada é preciso recorrer à história da relação entre os dois países vizinhos. O Brasil explora o Paraguai desde a guerra de 1865, quando, como testa-de-ferro da Inglaterra destruiu em parceria com a Argentina e o Uruguai, a florescente república guarani, que emergia como principal potência econômica do hemisfério. Com o final do conflito armado, o Brasil, pelos custos da guerra abocanhou vastas áreas do território paraguaio. Para dimensionar o tamanho do esbulho, basta um dado: antes de 1865 a fronteira norte do Paraguai era o Rio Iguatemi. De 1883 a meados da década de 50 do século passado, o Brasil escravizou a mão-de-obra paraguaia na exploração da erva mate, através d Companhia Matte Laranjeira, dos cuiabanos Joaquim e Manoel Murtinho. Mais recentemente, a partir da década de 70, atraídos pela política entreguista do general Strossner e estimulados pela ditadura militar do Brasil, milhares de compatriotas invadiram o Paraguai na mais predatória colonização que se tem notícia na história das Américas, e, a preço de banana ocuparam suas terras e se fizeram donos de vasto território fronteiriço. Desde 1984, quando foi ativada a primeira turbina de Itaipu até hoje, exato um quarto de século, nosso país consome o excedente de energia do Paraguai a um preço vil. O que o presidente Lula acaba de fazer não reembolsa a espoliação histórica contra a nação amiga. Apenas reconhece um direito, que não acrescenta nenhum centavo à economia do Paraguai: passa a comprar sua energia a preço de mercado. Só isso.

Baixaria em alta

O presidente Lula foi duramente criticado, chegando mesmo a ser ameaçado por crime de responsabilidade, pelo acordo em reajustar o preço da energia que o Brasil compra do Paraguai da binacional Itaipu. Antes de mais nada é preciso recorrer à história da relação entre os dois países vizinhos. O Brasil explora o Paraguai desde a guerra de 1865, quando, como testa-de-ferro da Inglaterra destruiu em parceria com a Argentina e o Uruguai, a florescente república guarani, que emergia como principal potência econômica do hemisfério. Com o final do conflito armado, o Brasil, pelos custos da guerra abocanhou vastas áreas do território paraguaio. Para dimensionar o tamanho do esbulho, basta um dado: antes de 1865 a fronteira norte do Paraguai era o Rio Iguatemi. De 1883 a meados da década de 50 do século passado, o Brasil escravizou a mão-de-obra paraguaia na exploração da erva mate, através d Companhia Matte Laranjeira, dos cuiabanos Joaquim e Manoel Murtinho. Mais recentemente, a partir da década de 70, atraídos pela política entreguista do general Strossner e estimulados pela ditadura militar do Brasil, milhares de compatriotas invadiram o Paraguai na mais predatória colonização que se tem notícia na história das Américas, e, a preço de banana ocuparam suas terras e se fizeram donos de vasto território fronteiriço. Desde 1984, quando foi ativada a primeira turbina de Itaipu até hoje, exato um quarto de século, nosso país consome o excedente de energia do Paraguai a um preço vil. O que o presidente Lula acaba de fazer não reembolsa a espoliação histórica contra a nação amiga. Apenas reconhece um direito, que não acrescenta nenhum centavo à economia do Paraguai: passa a comprar sua energia a preço de mercado. Só isso.

TWITTER


PREFEITO NELSINHO TRAD foi esta semana o mais assíduo frequentador do gabinete do governador André Puccinelli no Parque dos Poderes. Foram contadas quatro audiências. O GOVERNADOR ANDRÉ Puccinelli poderá estrear esta semana no twitter. Seu antecessor Zeca do PT há mais de uma semana está tuitando a torto e a direito. A DIFUSORA PANTANAL está bombando. A audiência derruba o mito de que as emissoras AM estavam enterradas. Está provado que audiência é sinal de competência. A CHAPA PURA defendida pelo governador André Puccinelli para as eleições de 2010, com Nelsinho e Simone para o Senado pode aproximar potenciais parceiros da situação à oposição em busca de espaço. SALAS DE SONHOS, de Marinete Pinheiro e Neide Fischer é o livro que estou lendo. Conta a história dos cinemas de Campo Grande, de Raphael Orrico (1910) às modernas salas do Cinemark. DEPUTADO PAULO Duarte entrou de sola no mundo virtual. No rastro de seu twitter, um dos mais seguidos, o parlamentar petista acaba de ativar o seu blog. ASSEMBLÉIA E CÂMARA retomam esta semana suas atividades parlamentares, após duas semanas de recesso. Nenhuma novidade na ordem do dia do legislativo. SUCESSO DE PÚBLICO e de atrações a versão 10 do Festival de Bonito. Caetano Veloso a grande atração nacional.

11 comentários:

..::IAQUE::.. disse...
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NOSSO SOM disse...

Fui quem perguntou a Pucinelli, segunda passada aqui, em Três Lagoas, porque ainda não tinha twitter, meio que uso para mandar mensagens a Delcídio. André me olhou com estraneça.

estadodopantanal disse...

Meu caro Iaque, com relação ao Paraguai, não haveria Itaipu se aquele país não houvesse cedido sua barranca do rio Paraná. A Bolívia também não investiu um centavo no gasoduto, que seria inútil sem o seu gás. Tudo bem que a gente deve defender os interesses do Brasil, mas fazer um plebiscito para decidir se o país deve continuar saqueando seus vizinhos é nacionalismo entulhado.

..::IAQUE::.. disse...
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estadodopantanal disse...

Caro Iaque, não quis ofendê-lo com meus adjetivos. É que você reconheceu que a história nos condena e eu embalei. Entendo que o Brasil para manter sua liderança continental deve revisar toda a política imperialista do passado. Mas é um ponto de vista sem nenhuma lógica conjuntural, do ponto de vista de nossas necessidades mais imediatas. Estou absolutamente convencido de que o seu ponto de vista é o da maioria. Aceite um abraço do Sergio Cruz.

..::IAQUE::.. disse...
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estadodopantanal disse...

Caro Iaque, sou apenas jornalista. Não me deixei contaminar pela adjetivação da classe política, tanto que tenho procurado me desvincular da voz geral e analisar os fatos à luz da História, sem qualquer interferência de ordem partidária ou ideológica. Quanto à questão do Estado de Direito que vc enfatiza, apenas um dado: quando foi firmado o acordo Brasil - Paraguai para construção de Itaipu, os dois países viviam sob regime de exceção, onde Estado de Direito era palavrão. Os números que vc anexa não estão totalmente isentos de exagero. Um abraço do Sergio Cruz.

..::IAQUE::.. disse...
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estadodopantanal disse...

Caro Iaque, acho este debate extremanete salutar para ser desqualificado como discussão de mesa de bar. O exagero a que me referi trata de um provável erro de digitação. Onde se lê "US$360 milhões/mês", leia-se US$ 360 MILHÕES/ANO. A mudança do Código Florestal, quando houver, certamente, não vai exigir um plebiscito nacional.
Aceite um abraço do Sergio Cruz.

..::IAQUE::.. disse...
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Anônimo disse...

Pelo número de comentários favorável ao senhor Sergio Cruz, dá para se notar o quanto ele é gosta de 'democracia'.
Tenha coragem publique.